Festa da Misericórdia – Um pedido do próprio Jesus

Posted by

·

“A humanidade não encontrará a paz enquanto não se voltar, com confiança, para a minha misericórdia” (Diário, 300).

A Festa da Divina Misericórdia foi instituída para toda a Igreja pelo Papa São João Paulo II no ano de 2000 para ser celebrada sempre no segundo domingo de Páscoa. Segundo consta, este era um desejo do próprio Jesus que fora revelado como um pedido especial a Santa Faustina Kowalska, uma religiosa polonesa, em 1931.

“Desejo que a Festa da Misericórdia seja celebrada solenemente no primeiro domingo após a Páscoa. A alma que se confessar e receber a Sagrada Comunhão (em estado de graça neste dia) obterá o perdão completo dos pecados e castigos” (Diário, 699).

Apesar de Deus ter se revelado em Cristo e por Cristo, e a partir daí, transformado sua face misericordiosa plenamente visível, a humanidade, com suas fraquezas, foi se esquecendo da misericórdia divina. Deus então, em seu infinito amor, nos relembra sua face misericordiosa através de Santa Faustina Kowalska. Manda seu Filho, o próprio Jesus Cristo, confirmar, novamente, o desejo de Deus Pai em infundir constantemente seu amor e misericórdia sobre a Terra.

Jesus é muito claro: neste dia o céu se abre e um mar de graças são derramadas sobre as almas que d’Ele se aproximam. Toda a sua misericórdia é derramada àqueles que veneram a imagem de Jesus Misericordioso, abençoada nesta data (Diário de Santa Faustina 49, 300, 570, 699 e 965).

Quais são as razões para estabelecer uma nova festa no calendário litúrgico da Igreja?

O Senhor Jesus dá-lhes, dizendo: As Almas se perdem, apesar da Minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Minha Misericórdia (Diário, 965). O último recurso é escapar para a Misericórdia de Deus. No entanto, para usá-la, é preciso saber que ela existe, é preciso conhecer a Deus no mistério de sua misericórdia e voltar-se para Ele com confiança, e esse conhecimento é fomentado com o estabelecimento de uma festa separada, porque presta atenção especial a este atributo de Deus.

No dia da festa, a imagem da Misericórdia seja solenemente consagrada e venerada publicamente, e os sacerdotes preguem sobre a misericórdia de Deus e inspirem confiança nas almas. Os fiéis devem viver este dia com o coração puro, no espírito desta devoção, ou seja, numa atitude de confiança em Deus e misericórdia para com o próximo. O primeiro domingo depois da Páscoa é a Festa da Misericórdia, mas deve haver uma ação; e exijo a veneração da Minha misericórdia celebrando solenemente esta festa e honrando esta imagem (Diário, 742) .

A Festa da Misericórdia não é apenas um dia de grande veneração a Deus no mistério da sua misericórdia, mas também um dia de grande graça, porque o Senhor Jesus fez grandes promessas com ele. A maior delas diz respeito à graça do perdão completo dos pecados e dos castigos: “A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas” (Diário, 699).

A imagem de Jesus Misericordioso

“Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós. Desejo que essa Imagem seja venerada primeiramente na vossa capela e depois no mundo inteiro. Prometo que a alma que venerar essa Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na terra, a vitória sobre os inimigos, e especialmente na hora da morte. Eu mesmo a defenderei como Minha própria glória.(Diário, 48)

Logo em seguida, pediu que fosse instituída a Festa da Misericórdia:

“A Minha imagem já está na tua alma. Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja abençoada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia.
Desejo que os sacerdotes anunciem essa Minha grande misericórdia para com as almas pecadoras. Que o pecador não tenha medo de se aproximar de Mim. Queimam-Me as chamas da misericórdia; quero derramá-las sobre as almas.”

Em 30 de abril de 2000, o Papa João Paulo II, no discurso de canonização de Santa Faustina, reforça a mensagem feita a santa e tão necessária nos dias hoje:

É deveras grande a minha alegria, ao propor hoje à Igreja inteira, como dom de Deus para o nosso tempo, a vida e o testemunho da Irmã Faustina Kowalska. Pela divina Providência a vida desta humilde filha da Polônia esteve completamente ligada à história do século XX, que há pouco deixamos atrás. De fato, foi entre a primeira e a segunda guerra mundial que Cristo lhe confiou a sua mensagem de misericórdia. Aqueles que recordam, que foram testemunhas e participantes nos eventos daqueles anos e nos horríveis sofrimentos que daí derivaram para milhões de homens, bem sabem que a mensagem da misericórdia é necessária.

Jesus disse à Irmã Faustina: “A humanidade não encontrará paz, enquanto não se voltar com confiança para a misericórdia divina” (Diário, pág. 132). Através da obra da religiosa polaca, esta mensagem esteve sempre unida ao século XX, último do segundo milênio e ponte para o terceiro. Não é uma mensagem nova, mas pode-se considerar um dom de especial iluminação, que nos ajuda a reviver de maneira mais intensa o Evangelho da Páscoa, para o oferecer como um raio de luz aos homens e às mulheres do nosso tempo.”

Referências

[1] https://olharmisericordioso.org/formacao/festa-da-misericordia-o-desejo-de-jesus/
[2] https://olharmisericordioso.org/formacao/festa-da-misericordia-o-pedido-que-jesus-fez-a-santa-faustina/
Avatar de Nossa Sagrada Familia

About the author