A Liturgia Diária de hoje, sábado, 12 de setembro de 2026, é a do sábado da 23ª semana do Tempo Comum (ano par), com a memória facultativa do Santíssimo Nome de Maria. A Primeira Leitura é 1Cor 10,14-22, em que São Paulo fala do cálice e do pão como comunhão com Cristo; o Salmo é o 115(116),12-13.17-18, com o refrão “Eu te oferecerei um sacrifício de louvor”; e o Evangelho é Lc 6,43-49, em que Jesus fala da árvore que se conhece pelo fruto e da casa construída sobre a rocha. A cor litúrgica de hoje é o verde — branco, nas missas em que se celebra a memória do Santíssimo Nome de Maria.
Acompanhe a liturgia de hoje em vídeo e, se preferir, ouça no caminho:
Primeira Leitura de hoje — 1Cor 10,14-22
São Paulo escreve a uma comunidade que ainda frequentava os banquetes dos ídolos e, ao mesmo tempo, se sentava à mesa do Senhor. “O cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo?” (1Cor 10,16). O apóstolo lembra que todos os que participam do mesmo pão formam um só corpo, e que essa comunhão não convive com outra: quem come da mesa do Senhor não come da mesa dos demônios. É um texto sobre coerência, não sobre regra alimentar. Leia o texto completo em 1Cor 10,14-22.
Salmo Responsorial — Sl 115(116),12-13.17-18
O refrão de hoje é “Eu te oferecerei um sacrifício de louvor”. O salmista começa perguntando o que poderia devolver a Deus por tudo o que recebeu e responde erguendo o cálice da salvação e invocando o nome do Senhor. É a mesma imagem da Primeira Leitura vista por dentro: a resposta à bondade de Deus cabe num gesto de gratidão e no cumprimento do que foi prometido.
Evangelho de hoje — Lc 6,43-49
Jesus encerra o Sermão da Planície com três imagens encadeadas: a árvore que se reconhece pelo fruto, o tesouro de onde o coração tira o que a boca fala e a casa com alicerce. No meio delas vem a pergunta que dá o tom de todo o trecho: “Por que me chamais ‘Senhor, Senhor’ e não fazeis o que eu vos digo?” (Lc 6,46). Em seguida Ele compara quem ouve e põe em prática a um homem que cavou fundo e assentou o alicerce sobre a rocha — e quem ouve e não pratica, a quem construiu sobre a terra, sem fundamento. Leia o Evangelho completo em Lc 6,43-49.
Reflexão do Evangelho de hoje
Cavar fundo dá trabalho e não aparece. Depois que a casa fica pronta, ninguém vê o alicerce: vê a parede, a porta, o telhado. Jesus escolhe justamente a parte escondida da obra para falar de quem o segue. O que sustenta uma casa não é o que está exposto na sala, é o que foi feito antes, embaixo, sem plateia.
Na vida de uma família, esse trabalho escondido tem nomes bem concretos: a oração da noite que ninguém vê, o terço rezado enquanto se lava a louça, a bênção pedida antes de sair de casa, a palavra que se segura quando seria mais fácil responder. São gestos pequenos e repetidos, e é só quando vem a enxurrada — uma doença, uma conta que não fecha, uma discussão que passou do ponto — que se percebe o quanto eles sustentavam.
Repare que as duas casas do Evangelho são iguais por fora e enfrentam a mesma correnteza. Jesus não promete tempo bom a quem o escuta; promete firmeza. A diferença inteira está no que foi feito antes da chuva. Se você quiser dar um passo nessa direção hoje, escolha um horário fixo para a oração em casa, ainda que sejam cinco minutos, e mantenha esse mesmo horário ao longo da semana.
Oração do dia
Senhor Jesus, ensina-nos a cavar fundo. Que a nossa fé não pare na palavra bonita, mas desça até o lugar onde se decide como tratamos quem mora conosco. Dá-nos hoje a graça de praticar aquilo que rezamos e guarda a nossa casa quando vier a enxurrada. Pela intercessão de Maria, cujo nome invocamos com confiança, nós te pedimos. Amém.
Santíssimo Nome de Maria — memória de 12 de setembro
A Igreja celebra hoje a memória facultativa do Santíssimo Nome de Maria. A celebração foi estendida a toda a Igreja pelo papa Inocêncio XI em ação de graças pela vitória cristã em Viena, em 12 de setembro de 1683, e voltou ao calendário romano com o Missal promulgado por São João Paulo II em 2002. A devoção, porém, é bem mais antiga: desde a Idade Média os fiéis invocam o nome de Maria como quem chama a mãe pelo nome, com a confiança de quem espera ser ouvido. É uma memória discreta, sem leituras próprias obrigatórias, e combina com o costume de casa: a Ave-Maria rezada de manhã, ao meio-dia e à noite.
Perguntas frequentes sobre a Liturgia de hoje
Qual é o Evangelho de hoje, 12 de setembro? O Evangelho de hoje é Lucas 6,43-49, o encerramento do Sermão da Planície: a árvore que se conhece pelo fruto, o tesouro do coração e a casa construída sobre a rocha.
Quais são as leituras de hoje? Primeira Leitura: 1Coríntios 10,14-22. Salmo Responsorial: Salmo 115(116),12-13.17-18. Evangelho: Lucas 6,43-49. Por ser sábado do Tempo Comum, não há segunda leitura.
Qual é o santo de hoje? Hoje é a memória facultativa do Santíssimo Nome de Maria, celebrada em 12 de setembro.
Qual é a cor litúrgica de hoje? Verde, própria do Tempo Comum. Nas missas em que se celebra a memória do Santíssimo Nome de Maria, usa-se o branco.
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