A Liturgia Diária de hoje, domingo, 13 de setembro de 2026, é a do 24º Domingo do Tempo Comum, Ano A. A Primeira Leitura é Eclo 27,33-28,9, que pede o fim do rancor entre as pessoas; o Salmo é o Sl 102(103), com o refrão “O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso”; a Segunda Leitura é Rm 14,7-9; e o Evangelho é Mt 18,21-35, a parábola do empregado que foi perdoado e não soube perdoar. A memória de São João Crisóstomo, que cai neste dia, não é celebrada este ano porque o domingo tem precedência. A cor litúrgica de hoje é o verde.
Acompanhe a liturgia de hoje em vídeo e, se preferir, ouça no caminho:
Primeira Leitura de hoje — Eclo 27,33-28,9
O sábio do Eclesiástico fala de um assunto muito concreto: o que o rancor faz com quem o carrega. “Perdoa a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados” (Eclo 28,2). O texto mostra que guardar raiva do irmão e, ao mesmo tempo, pedir cura a Deus é um pedido que não se sustenta, porque a medida que usamos com os outros é a mesma que oferecemos a Deus para usar conosco. O autor sagrado encerra pedindo que se lembre do próprio fim, dos mandamentos e da aliança do Altíssimo — três memórias que abrem espaço para deixar a ofensa de lado. Leia o texto completo em Eclo 27,33-28,9.
Salmo Responsorial — Sl 102(103),1-2.3-4.9-10.11-12
O refrão de hoje é “O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso”. O salmo não pede perdão: ele agradece por um perdão já recebido e descreve a distância que Deus coloca entre nós e as nossas faltas, comparando-a com o espaço entre o nascente e o poente. É um bom salmo para rezar em família antes da missa, porque ensina a olhar primeiro para o que já foi perdoado em nós.
Segunda Leitura — Rm 14,7-9
São Paulo escreve a uma comunidade dividida por julgamentos mútuos e lembra um ponto anterior a qualquer discussão: “Ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo” (Rm 14,7). Vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor, e foi para isso que Cristo morreu e ressuscitou. A conclusão prática é simples: se o irmão também pertence a Cristo, não cabe a nós transformá-lo em devedor permanente. Leia o texto completo em Rm 14,7-9.
Evangelho de hoje — Mt 18,21-35
Pedro pergunta quantas vezes deve perdoar o irmão que peca contra ele e sugere um número que já parecia generoso: sete. Jesus responde: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18,22). Em seguida conta a parábola do empregado que devia ao rei uma fortuna impagável, teve a dívida inteira perdoada e, ao sair dali, exigiu de um companheiro uma quantia pequena, sem conceder o mesmo prazo que havia recebido. A pergunta do patrão é o centro da página: não devia ele também ter compaixão, como tiveram dele? Leia o Evangelho completo em Mt 18,21-35.
Reflexão do Evangelho de hoje
A parábola começa por um desequilíbrio proposital. A dívida perdoada ao empregado é enorme, impossível de quitar com trabalho; a que ele cobra do companheiro é pequena, do tamanho de uma conta do mês. Jesus não está dizendo que a ofensa que sofremos é insignificante. Ele está dizendo que ela é sempre menor do que aquilo que já nos foi perdoado, e que é dessa comparação que nasce a capacidade de perdoar.
Dentro de casa, isso costuma aparecer nos assuntos pequenos e repetidos: a palavra dita no cansaço, a promessa que ficou pelo caminho, o irmão que não ajudou quando foi preciso. Setenta vezes sete não é uma conta a ser feita, é o modo de dizer que o perdão não trabalha com cota. Quando alguém começa a contar as vezes que perdoou, normalmente já parou de perdoar.
Vale também notar o que o Evangelho não pede. Ele não pede que se finja que nada aconteceu, nem que se volte a se expor a quem machuca. O que o patrão cobra do empregado é compaixão — a disposição de dar ao outro o mesmo prazo que ele mesmo recebeu. Começar por rezar pela pessoa, ainda sem vontade nenhuma, já é dar esse prazo.
Oração do dia
Senhor, que perdoaste a nossa dívida inteira sem que pudéssemos pagá-la, dá-nos hoje um coração capaz de dar prazo a quem nos ofendeu. Tira de nós o rancor que carregamos sem perceber, guarda a nossa família da palavra dura e ensina-nos a perdoar antes que o dia termine. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
São João Crisóstomo — memória de 13 de setembro
No calendário da Igreja, 13 de setembro é a memória de São João Crisóstomo, bispo de Constantinopla e doutor da Igreja, chamado de “boca de ouro” pela sua pregação. Neste ano a memória não é celebrada na missa, porque o domingo do Tempo Comum tem precedência sobre as memórias dos santos. Ainda assim, é um bom dia para recordá-lo: João Crisóstomo pregava a partir dos textos bíblicos, verso por verso, e insistia com os fiéis que a Eucaristia e o cuidado com o pobre não podem andar separados. Quem quiser homenageá-lo hoje pode fazê-lo no terço em família ou em uma oração pessoal.
Perguntas frequentes sobre a Liturgia de hoje
Qual é o Evangelho de hoje, 13 de setembro? O Evangelho de hoje é Mt 18,21-35, em que Jesus responde a Pedro que se deve perdoar “setenta vezes sete” e conta a parábola do empregado que recebeu perdão de uma dívida enorme e não perdoou a dívida pequena do companheiro.
Quais são as leituras de hoje? A Primeira Leitura é Eclo 27,33-28,9; o Salmo responsorial é o Sl 102(103),1-2.3-4.9-10.11-12, com o refrão “O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso”; a Segunda Leitura é Rm 14,7-9; e o Evangelho é Mt 18,21-35.
Qual é o santo de hoje? O santo de 13 de setembro é São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja. Em 2026 a data cai no 24º Domingo do Tempo Comum, e por isso a missa é a do domingo, não a da memória.
Qual é a cor litúrgica de hoje? A cor litúrgica de hoje é o verde, própria do Tempo Comum.
Leve a fé de cada dia para a sua casa. Conheça as imagens, terços e devocionais da nossa loja.
Veja todas as leituras e reflexões em Liturgia e Palavra de Deus e, para levar o Evangelho de hoje para a mesa de casa, leia também A Palavra de Deus na vida da família.

Deixe uma resposta