🚚 Frete grátis acima de R$300💳 10% off no Pix⭐ +80 mil clientes atendidos Visitar loja →

Como oferecer uma indulgência por um falecido

A indulgência pode ser aplicada a um falecido. O que ela é, as quatro condições exigidas e as obras próprias dos primeiros dias de novembro.

Por Nossa Sagrada Família

Caminho de cemitério ladeado por ciprestes ao entardecer, com uma vela acesa em primeiro plano

Sim, uma indulgência pode ser oferecida por um falecido, e é uma das práticas mais antigas da Igreja para os mortos. Ela remite a pena temporal devida por pecados já perdoados quanto à culpa. Nos primeiros oito dias de novembro, quem visita um cemitério e reza pelos defuntos pode obter indulgência plenária aplicável a eles, cumpridas as condições.

O que é uma indulgência

“A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel devidamente disposto obtém, sob certas condições determinadas, pela ação da Igreja.” (CIC 1471)

A distinção que sustenta tudo é entre culpa e pena. A culpa, a ruptura com Deus, é perdoada na confissão. A pena é o dano que o pecado deixou — em quem o cometeu e no mundo — e não desaparece automaticamente com o perdão.

Uma comparação simples: quem quebra a janela do vizinho e pede desculpas sinceras é perdoado, e a janela continua quebrada. A indulgência trata dessa segunda parte.

Por que pode ser aplicada aos mortos

Porque a Igreja não é só dos vivos. O Catecismo explica pela comunhão dos santos: o bem realizado por Cristo e pelos santos beneficia toda a Igreja, e essa solidariedade pode ser aplicada tanto a si mesmo quanto aos fiéis já falecidos (CIC 1471 e 1479).

Duas precisões importantes. A indulgência aplicada a um defunto é sempre oferecida por modo de sufrágio, ou seja, como pedido apresentado a Deus, e não como transferência garantida. E ela só se aplica às almas do purgatório, isto é, a quem já morreu na graça de Deus.

As quatro condições

Para a indulgência plenária, a Igreja exige o seguinte.

1. Realizar a obra indulgenciada, entre as que a Igreja determina.

2. Confissão sacramental. Uma confissão pode servir para várias indulgências plenárias, desde que próxima no tempo.

3. Comunhão eucarística, requerida para cada indulgência plenária.

4. Oração pelas intenções do Papa. Um Pai-Nosso e uma Ave-Maria bastam.

E há a condição mais exigente de todas: a exclusão de todo apego ao pecado, inclusive venial. Se essa disposição faltar, a indulgência é apenas parcial. Não é uma formalidade a marcar numa lista, e por isso ninguém pode ter certeza aritmética de tê-la obtido.

As obras dos primeiros dias de novembro

Este é o período do ano mais associado à prática, e vale conhecer as duas concessões clássicas.

De 1º a 8 de novembro, quem visita devotamente um cemitério e reza, ainda que apenas mentalmente, pelos falecidos, pode obter indulgência — plenária nesses dias, aplicável somente às almas do purgatório.

Em 2 de novembro, comemoração de todos os fiéis defuntos, quem visita devotamente uma igreja ou oratório e reza ali um Pai-Nosso e o Credo pode obter indulgência plenária, também aplicável apenas aos falecidos.

Nos demais dias do ano, a visita ao cemitério com oração pelos defuntos rende indulgência parcial.

Onde encontrar a lista completa

A referência oficial é o Manual das Indulgências, publicado pela Penitenciaria Apostólica, que reúne as concessões vigentes. Existe edição brasileira, e as paróquias e livrarias católicas costumam tê-lo.

Desconfie de listas que circulam sem indicação de origem. As condições e as obras são estabelecidas pela Igreja e não variam por site.

O que a indulgência não é

Não perdoa pecado. O perdão da culpa vem da confissão; a indulgência supõe que ele já aconteceu.

Não se compra. O comércio de indulgências foi um abuso real, praticado sobretudo no fim da Idade Média, e o Concílio de Trento o proibiu expressamente, determinando a extinção dos ofícios ligados a essa arrecadação. Hoje, qualquer cobrança é falta grave.

Não é contagem de dias. As antigas fórmulas que falavam em “indulgência de trezentos dias” nunca significaram dias a menos de purgatório; referiam-se à antiga disciplina penitencial. Paulo VI retirou essas quantificações ao reformar a matéria em 1967.

Como fazer, na prática, por alguém que você perdeu

Escolha a data, confesse-se nos dias próximos, comungue, vá ao cemitério ou à igreja, reze pelo falecido e reze pelas intenções do Papa. E faça o principal, que é interior: examine se há algo a que você ainda esteja apegado e que precise soltar.

A prática pode ser repetida em dias diferentes, por pessoas diferentes. Muitas famílias distribuem: cada um oferece um dia por um parente.

Para a oração pelos falecidos

Terços, imagens e oratórios para a oração em família. Frete grátis acima de R$300.

Terços e rosáriosImagens e oratórios

Perguntas frequentes

Posso oferecer uma indulgência por um falecido?
Sim. A indulgência pode ser aplicada a si mesmo ou aos fiéis já falecidos (CIC 1471), sempre por modo de sufrágio.
Quais são as condições da indulgência plenária?
Realizar a obra indulgenciada, confessar-se, comungar, rezar pelas intenções do Papa e não ter apego a nenhum pecado, nem venial.
O que fazer entre 1º e 8 de novembro?
Visitar devotamente um cemitério e rezar pelos falecidos, o que nesses dias rende indulgência plenária aplicável somente às almas do purgatório.
E no dia 2 de novembro?
Quem visita devotamente uma igreja ou oratório e reza ali um Pai-Nosso e o Credo pode obter indulgência plenária, aplicável apenas aos falecidos.
Indulgência se compra?
Não, e nunca foi doutrina. O comércio foi um abuso condenado pelo Concílio de Trento, que proibiu qualquer cobrança.

Caminhe com a gente todos os dias

Receba a oração do dia no seu e-mail

Uma mensagem curta pela manhã, para começar o dia com Deus.

Prefere no WhatsApp?

Receba a liturgia e a oração do dia direto no seu celular, sem custo — e reze junto com a nossa comunidade.

Falar com a gente Entrar na comunidade

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Blog Nossa Sagrada Família

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo