9ª Jornada Mundial dos Pobres: Igreja no Brasil se mobiliza em gestos concretos de esperança

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Com o tema “Tu és a minha esperança” (Sl 71,5), a CNBB convida dioceses, paróquias e fiéis a transformar oração em ação — unindo fé, solidariedade e compromisso com os mais vulneráveis.

A 9ª Jornada Mundial dos Pobres, instituída pelo Papa em 2017 e celebrada anualmente no 33º Domingo do Tempo Comum, acontecerá este ano entre 9 e 16 de novembro de 2025, sob o tema “Tu és a minha esperança” (Sl 71,5). No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou um guia com dez sugestões práticas para comunidades, escolas e movimentos realizarem a semana com gestos concretos de fé e caridade.

A proposta vai muito além da ajuda material: convida os católicos a “ver, escutar e caminhar com os pobres”, reconhecendo neles a presença viva de Cristo. A comissão responsável — a Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (Cepast) — destaca que “ajudar os pobres é uma questão de justiça, muito antes de ser caridade”.

Entre as sugestões estão:

  • mutirões de cidadania e saúde,
  • visitas a abrigos, hospitais e presídios,
  • celebrações eucarísticas temáticas,
  • partilhas comunitárias,
  • e campanhas de doação articuladas com pastorais sociais.

Um gesto global com rosto brasileiro

O Papa Leão XIV, em sua mensagem para a data, reforçou que o pobre “não é um problema a ser resolvido, mas um irmão a ser acolhido”. Essa visão encontra eco em diversas realidades do Brasil, onde o aumento da desigualdade, o desemprego e as vulnerabilidades sociais exigem respostas concretas da Igreja.

Nas dioceses brasileiras, a Jornada se torna também um instrumento de conversão pastoral, mostrando que evangelizar não é apenas pregar, mas tocar feridas, enxugar lágrimas e partilhar esperanças.

A CNBB destaca que cada paróquia é convidada a adaptar a proposta à sua realidade local — desde celebrações simples em comunidades rurais até campanhas urbanas em grandes capitais.


Diferentes perspectivas

Enquanto lideranças eclesiais reforçam o caráter transformador da Jornada, há quem questione se ações pontuais bastam para alterar estruturas sociais de exclusão. Teólogos e agentes de pastoral respondem que a força do Evangelho está na coerência entre fé e compromisso, e que cada gesto, ainda que pequeno, “é semente de Reino” quando nasce do amor verdadeiro.

No plano espiritual, a iniciativa também serve como convite à introspecção: olhar para os pobres é reconhecer a própria pobreza interior — e deixar que Cristo a preencha com misericórdia.

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